26.6.25

Ge Jo Gi

Nunca gostei muito de nomes longos. Talvez fosse um pouco egocêntrico da minha parte — meu nome é bem curto, acho que foi um dos motivos pelos quais meu carinho por nomes como Maria Rita cresceu tanto. E eu estava convencida que nomes grandes não eram coisa boa; todas as pessoas com nomes grandes que eu conhecia eram, para dizer o mínimo, duvidosas: Regina, Jéssica, Francisca... Geraldo. Esse último especificamente me fez desgostar da letra G, e me recusar a tomar um certo refrigerante de caju.

Acho que o destino, universo, ou o que quer que seja não gostou muito da ideia de que eu continuasse com essa visão de vida...

Porque o amor tem um nome comprido, e ele começa com G.

Talvez pareça piegas começar dizendo que ele foi o meu primeiro beijo. O primeiro que valeu, o primeiro que eu escolhi, que eu deixei, que eu quis. E eu também fui o primeiro dele. Talvez isso signifique algo se você não for completamente amargurado... Digo, é romântico, não é? Reencontrar seu primeiro amor.

Geovane por um longo tempo foi um nome que me soava distante. O filho de uma amiga da minha mãe, um parceirinho de brincadeiras, um especialista em dinossauros e mamíferos, meu primeiro beijo, então melhor amigo do meu primo, e depois, alguém. Alguém de quem eu queria, por algum motivo que nem eu mesmo entendia, estar próxima.

Tem algo de mágico nesse nome agora. Não é apenas mais um Geovane dentre os mais de 60.000 Geovanes que o IBGE registrou em 2010... não. É o meu Geovane. Meu Geovane.

Somos flores que cresceram no escuro, meu amor. Mas não somos menos belos ou perfumados por isso.

Eu te amo, minha abelhinha.



Até meu próximo rastro de lodo,
Vinya